domingo, 27 de dezembro de 2009

Residenciais horizontais são menos vulneráveis

27 de dezembro de 2009 | N° 16198

LARES EM RISCO

Residenciais horizontais são menos vulneráveis

Ao optar por condomínios verticais, os criminosos procuram privacidade para agir. Querem passar despercebidos e não serem vistos por quem caminha pela calçada em frente ao prédio que acabou de ser tomado. E é por esse motivo que os condomínios horizontais, ao menos por enquanto, não são alvos desses bandidos.

– É muito mais difícil render moradores de 15 casas do que vizinhos que se dividem em 15 apartamentos – comenta o comandante do Policiamento da Capital, coronel Altemir Ferreira.

O oficial destaca que nesses locais é mais comum ainda encontrar, além do serviço de portaria, o serviço de vigilância.

Por trás da estratégia, estaria também o número necessário de bandidos para a ação. No ataque a 10 dos 16 apartamentos do prédio da Silva Jardim, na Capital, no sábado, o bando era composto por sete bandidos. Contigente que seria insuficiente para tomar um residencial fechado com o mesmo número de residências.

– Em condomínios horizontais, toda a movimentação em um ataque seria visível, os assaltantes ficariam expostos – afirma o delegado Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Roubos.

Ataques a casas isoladas crescem

E quanto às demais residências, fora dos condomínios? Apesar da Secretaria da Segurança Pública (SSP) não informar quantos casos foram registrados em 2009 no Estado, projeções da Brigada Militar e da Polícia Civil apontam crescimento no número de assaltos na Região Metropolitana. Em Canoas, por exemplo, o número mais que dobrou nos primeiros 10 meses em relação a 2008, segundo estatísticas da BM.

A diferença é que a maioria dos crimes é realizada por bandos menos organizados – trios ou grupos que invadem residências em busca de eletroeletrônicos e dos veículos das vítimas. Via de regra, são violentos e, não raro, estão sob efeito de drogas.

– Estamos trabalhando na identificação de criminosos que agem na Região Metropolitana. Fizemos assim em Canoas e prendemos quadrilhas que agiam na cidade – comenta o comandante de Policiamento Metropolitano, coronel Carlos Bondan.


Nenhum comentário: