quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Porto Alegre:Duplas em motos agem na Capital

30 de outubro de 2008 N° 15774 Jornal Zero Hora
VIOLÊNCIA
Duplas em motos agem na Capital

Motoqueiros armados atacam pedestres no final da tarde em bairro nobreBaleado ao sair do trabalho na noite de terça-feira, um analista de sistemas de 35 anos tornou-se vítima das duplas de assaltantes que estão aterrorizando bairros nobres da Capital nos últimos meses.

Abordo de motos e protegidos por capacetes, criminosos investem contra pedestres, normalmente no fim da tarde, na saída dos turnos de trabalho. Segundo levantamento da Polícia Civil, pelo menos 50 casos foram registrados nos últimos três meses na região dos bairros Bela Vista, Mont’Serrat e Petrópolis.

– Cresceu muito de agosto para cá. É quase um caso por dia. O problema é que os capacetes impedem a identificação dos bandidos. As motos não são as mesmas, pois normalmente são roubadas só para fazer o assalto. Eles agem rápido, praticamente não deixam rastros – explica o chefe de investigação da 8ª DP, André Luís Berbigier.

Até terça-feira, não havia, porém, registros de disparos contra as vítimas. Depois de uma reunião de trabalho, o analista se dirigia para o estacionamento situado na Rua Anita Garibaldi, pouco antes das 21h, junto com um colega. Carregando mochilas, os dois pegariam os carros e seguiriam para casa. Próximo à igreja Nossa Senhora de Mont’Serrat, foram abordados por dois homens em uma moto. Armado, o carona apontou para o colega da vítima e anunciou o assalto. Assustado, o analista atirou a mochila para o pátio da igreja, para evitar que os ladrões levassem o seu notebook.

– Não faz isso, gritava o assaltante. Só ouvi o tiro e o grito do meu colega – contou o amigo da vítima.

Com a movimentação, o assaltante atirou no rapaz, atingindo-o no peito e perfurando o pulmão direito. Na seqüência, deu uma coronhada na nuca do colega, também analista de sistemas, de 31 anos, e pegou a mochila dele, contendo notebook e documentos. Os criminosos subiram na moto e fugiram pela contramão. A vítima do disparo foi levada por um taxista para o Hospital Mãe de Deus, onde permanecia internada até ontem na UTI.

Com o aumento do número de casos na região, a equipe de Berbigier foi para as ruas, executar o trabalho de abordagem de motos.

– Para coibir e tentar identificar esses criminosos, tivemos de partir para esse tipo de ação mais ostensiva – afirma.

O titular do Comando de Policiamento da Capital da Brigada Militar, coronel Jarbas Vanin, afirma que o déficit no efetivo atrapalha o trabalho de combater a criminalidade.

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